O que podemos aprender sobre o salmo com a Instrução geral do Missal Romano e Introdução ao Elenco das Leituras da Missa

 

Tomando como base estas duas fontes: a Instrução geral do Missal Romano e o Elenco das Leituras da Missa, podemos entender melhor a respeito do salmo e da função do salmista na celebração litúrgica. A IGMR, ao tratar do lugar do salmo na liturgia da palavra, diz:

À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da palavra de Deus (IGMR 61).

Verificamos então que o salmo responsorial é “parte integrante da liturgia da Palavra”; e que a sua “importância litúrgica e pastoral” é ajudar os fiéis na meditação da palavra de Deus na assembléia.

Sobre o serviço do salmistas e suas funções específicas na celebração, o texto da IGMR afirma:

"Compete ao salmista proclamar o salmo ou outro cântico bíblico colocado entre as leituras. Para bem exercer a sua função é necessário que o salmista saiba salmodiar e tenha boa pronúncia e dicção (IGMR 102)."

Também a introdução ao Elenco das Leituras da Missa fala a respeito do salmista:

Para exercer esta função de salmista é muito conveniente que em cada comunidade eclesial haja leigos dotados da arte de salmodiar e de uma boa pronúncia e dicção. O que se disse anteriormente sobre a formação dos leitores também se aplica aos salmistas (OLM 56).

Podemos entender então que o salmo responsorial tem função ritual, sua execução participa de um autêntico ministério litúrgico e requer atitude espiritual e orante não deixando também de exigir técnica musical de quem o interpreta.

Sobre o lugar de onde deve ser proferido na liturgia, a IGMR diz:

“(...) Do ambão são proferidas somente as leituras, o salmo responsorial e o precônio pascal; também se podem proferir a homilia e as intenções da oração universal ou oração dos fiéis. A dignidade do ambão exige que a ele suba somente o ministro da palavra” (n. 309).

O Elenco das Leituras da Missa , ao falar do lugar da proclamação do salmo também específica:

“Dado que o ambão é o lugar de onde os ministros proclamam a palavra de Deus, reserva-se por sua natureza às leituras, ao salmo responsorial e ao precônio pascal” (OLM 33).

“O salmo responsorial é cantado ou recitado por um salmista ou por um cantor, estando no ambão” (OLM 22).

Nao deixando dívidas do lugar onde o salmista deve exercer sua função ministerial.

Por fim, dispõe o IGMR:

(...) Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus (n. 61).

Fontes:

congregação para o culto divino e a disciplina dos sacramentos, Instrução Geral sobre o Missal Romano, in 3a Edição Típica do Missal Romano, 2002 (edição para o Brasil aprovada pela congregação em carta de 30 de julho de 2004). A seguir citada pelas iniciais IGMR.

Missal Romano, restaurado por Decreto do Concílio Ecumênico Vaticano II e promulgado pela autoridade do Papa Paulo VI, Ordo Lectionum Missae, Praenotanda, 2a ed. de 1981 (Edição para o Brasil: Elenco das Leituras da Missa, Introdução, in Lecionário Dominical, anos A, B e C). A seguir citada pelas iniciais OLM.

Ministérios Musicais na Celebração Litúrgica da Assembléia Dr. Pe. José Raimundo de Melo, SJ (ed.) Revista de CultuRa teológiCa - v. 15 - n. 61 - out/dez 2007